"O sentimento do dever cumprido vos dará repouso ao espírito e resignação." Capítulo VI - Item 8
Não permita que sua precipitação interrompa o interlocutor. Se ele não é claro na exposição, certamente faz um grande esforço para ser entendido.
Não confie excessivamente na audição.
Uma suposição infeliz coloca na mente uma frase que não foi ouvida.
Não suponha que, gritando, conseguirá compreensão.
Há silêncios que falam muito alto.
Não suspeite da afeição alheia, por não simpatizar com os outros.
Nem todos têm as mesmas emoções.
Não reaja negativamente quando for defrontado pela incompreensão.
A serenidade é manifestação de equilíbrio.
Não examine o próximo através das lentes de sua emoção.
Freqüentemente, uma pessoa que "nunca erra numa dedução psicológica", raramente acerta.
Não transmita uma opinião má a um amigo a pretexto de adverti-lo.
Ajuda-se mais sem envenenamento verbal.
Não guarde mágoas dos jovens.
Os que parecem maus são apenas desajustados.
Não repita com segurança o que lhe contaram.
Bem afirma o refrão: "Quem conta um conto..."
Não assuma responsabilidades pensando no "fiel amigo".
Embora seu companheiro, nem sempre ele poderá atendê-lo.
Para a sua própria felicidade, faça aos outros, como recomenda o Evangelho, o que deseja que lhe façam eles, guardando no imo "o sentimento do dever cumprido", para fruir "repouso" e "resignação".
Marco Prisco